Ambinergia 2009: Prof. Doutor Pedro de Almeida
Exponor – Centro de Congressos - Sala Henry Tillo - 6 de Junho de 2009
Seminário Internacional “Energia que Futuro e Segurança para o Século XXI”
Pedro Domingues de Almeida, Licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Coimbra, Mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação pela Universidade de Coimbra, Doutorado em Engenharia Informática pela Universidade da Beira Interior (UBI). Actualmente é professor do Departamento de Informática da UBI. É investigador na área das energias renováveis desde 1988. Realiza tambem investigação aplicada em técnicas de previsão, área do seu doutoramento. Tem actuado como consultor no domínio da previsão dos preços de petróleo para cobertura de risco. Interessa-se pelo problema da disponibilidade mundial de combustíveis fósseis (e em particular do petróleo) desde 1998 e tem dedicado os últimos anos ao estudo e acompanhamento desta questão. É investidor activo (em particular, ao nível do petróleo e derivados). Tem discutido e divulgado o problema do pico de produção do petróleo em vários sítios da Internet, e desenvolvido artigos e realizado apresentações em conferências sobre o tema. Neste momento está a escrever um livro sobre o tema. É membro da ASPO Portugal.
15,30 - Começando por comentar que grande parte da indústria petrolífera e automóvel afirma que Hubbert teoria é falso ou pelo menos, oculta e ignorada. Alguns críticos argumentam que se a escassez motivar a busca de novas descobertas e as reservas serão aumentados acima aqueles preditos por Hubbert. Mas mesmo o mais otimista da versão limitada recursos petrolíferos coloca um prazo sobre o preço barato na extração dos recursos. Ninguém parece negar a existência de uma produção tecto, mas poucos governos e empresas que até agora têm mencionado abertamente. Entre estes incluem a multinacional americana ChevronTexaco, que lançaram recentemente, na campanha E.U. para sensibilizar o público para a necessidade de agir perante o iminente esgotamento do petróleo. Também recentemente, a multinacional espanhola Repsol-YPF já falou publicamente numa conferência de emissão, utilizando o mesmo gráficos ASPO. A chegada do pico de extração que sugere um futuro sombrio em que a humanidade terá de sobreviver sem a sua principal fonte de energia que fez crescer e prosperar ao longo do século XXI.
Seguidamente o Senhor Professor Pedro de Almeida da Universidade da Beira Interior e membro da ASPO – Portugal parafraseou os diversos slides passados anteriormente fazendo um complemento da anterior exposição com a correlação do aumento demográfico mundial. Alertou que só um profundo investimento de todos os governos na investigação para tornar os atuais métodos alternativos de produção energética poderá conduzir a uma sustentabilidade. Antevê uma correlação entre a atual crise econômica que retarda a crise energética provocada pelo desmesurado consumo e falta de acompanhamento igual da produção. Preconizou uma suave mudança de hábitos da sociedade conduzindo á eficiência energética até serem encontrados mecanismos de produções alternativas econômicas. Apontou que de um lado positivo essa crise irá provocar a diminuição gradual de emissões de CO2 e que no fim do milênio o nosso ambiente será de novo limpo e saudável.

