EGE: Estudos da Geopolítica da Energia
No século 21 surgem novas equações geoestratégicas quanto aos detentores de reservas naturais geoestratégicas para produção de energia, bem como do esgotar das reservas que tradicionalmente têm sido exploradas na extração de petróleo. A necessidade Política e Estratégica para o Desenvolvimento e Inovação tecnológica das nações começa a defrontar - se com a escassez dos necessários recursos naturais para produção de energia produzida através do petróleo. A escassez dessa matéria prima ocasiona uma potencial projecção do poder nas áreas onde existem ainda grandes reservas inexploradas. Surgem assim as contingências de potenciais conflictos emergentes da falta de recursos energéticos (petróleo) que colocam em enfoque a segurança nacional das Nações cujas reservas são ainda ricas e abundantes. Este risco tem sido mundialmente aceite, nomeadamente pelo publicitado relatório de 2006 do Ministério da Defesa Dos EUA que refere especificamente o caso da China.
Por outro lado, o Pentágono reforçou em 2008 as verbas para o “AFRICOM” (Comando estratégico de África) quando o seu Comandante Vice Almirante Robert Moeller afirma publicamente que “África tem uma crescente importância geoestratégica para os EUA com o elemento chave do petróleo, que a China tenta captar. Relembrando que outro Comando dessa potencia Americana o “CENTCOM” foi essencial para a “guerra do Golfo”, pode - se questionar uma previsibilidade similar quanto á disputa pela violência e atentatória de soberanias dos países. No contexto mundial a Rússia, detentora de imensas reservas de petróleo e gás natural, estende o seu controle a toda a Eurásia, através de um controle dos oleodutos e gasodutos que fazem a distribuição destas matérias primas energéticas. As reservas mundiais de petróleo, gás natural, urânio e minérios estratégicos como o cobre e o cobalto, desenham - se cenários de insegurança, instabilidade e violência.
Neste contexto, o domínio do trafico marítimo nos Oceanos é uma peça vital no contexto geopolítico da aquisição, distribuição e captação do petróleo enquanto, o estabelecimento de bases militares terrestres têm o mesmo fim quanto á ramificação continental dos oleodutos e gasodutos. Sendo consideradas estas matérias primas para produção de energia “vital” para as grandes potências, que detêm um vasto poderio militar, questiona - se sobre as ameaças que pendem sobre as Nações que não têm capacidades de Defesa se afectadas na sua Soberania quer continental quer marítima. No Brasil, o actual desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, é uma necessidade imperiosa de preparo para um futuro que se revela preocupante.
Estudos da Geopolítica da Energia
Pelo exposto, representantes do CEPEN das mais qualificadas organizações acadêmicas e de estudo de Políticas e Estratégias dos países de língua Portuguesa, do Brasil a Angola, utilizarão ummeio misto de plataforma virtual de formação e de pesquisa e de Seminários para obter e consolidar conhecimentos enquadrados numa análise global dos recursos energéticos do planeta debaterem e partilharem conhecimentos sobre as grandes correntes de pensamento e preparo militar das Nações conhecidas como G8 e das Políticas/Estratégia das demais detentoras de reservas energéticas naturais qunto aos cenários que serão desenhados pelo EGE.
O projeto EGE é uma tentativa ambiciosa de juntar alguns dos mais famosos pensadores e profissionais preocupados com questões de Soberania Nacional e Segurança na utilização estável, equitativa e sustentável no uso dos recursos naturais para produção de energia.
Missão e Objectivos
O departamento do CEPEN que planeará e executará este projeto de estudos está centrado no conceito de Bem Estar Social, Desenvolvimento tecnológico, prosperidade Económica, Soberania Nacional e Segurança. Desenvolverá especificamente ações não só conceptuais e analíticas, mas também se posicionará na pratica de construção de novos conceitos, ações e respostas ás preocupações das Nações, centradas na preservação e uso dos seus recursos naturais para a produção de energia.
Procurará desenvolver uma visão presente e futura dos efeitos da escassez dos recursos energéticos e da preservação e utilização das suas reservas nacionais, Amazônia (Brasil) e regiões Atlânticas (Brasil, Angola, Cabo Verde) e no Índico (Moçambique e Timor Este), vitais para a sobrevivência da Nação, com os objectivos de:
- Partilhar experiência e boas práticas;
- Promover estudos para a inovação;
- Reforçar o pensamento acadêmico e governamental nestes países de língua Portuguesa;
- Encorajar estudos e pesquisas e projecções profissionais fiáveis e independentes;
O timbre do EGE será anímico, um forte desafio da geopolítica aplicada á produção de energia.
Destinatários
O EGE tem como destinatários:
- Profissionais;
- Políticos;
- Acadêmicos.
O EGE deve disponibilizar o seu primeiro curso de Estudos “on line” e a sua primeiro Congresso em 2009.
Estrutura
O EGE será:
- Um fórum de alta qualidade para autores e pesquisadores de língua Portuguesa;
- Um estímulo para o talento Lusófono para apresentar novos conceitos nesta área;
- Uma oportunidade para debater e apresentar teses sobre a utilização e preservação dos recursos naturais nacionais (energia), desde o seu embrião da perspectiva lusófona ambas planejadas em Políticas e Estratégia Nacionais;
- Uma fonte de cruzamento de dados empíricos;
- Uma fonte de “casos de estudo” de sucesso de regulamentação na área da exploração petrolífera;
- Uma fonte de discussões vivas e informadoras em pontos e tarefas fulcrais e relacionadas com a Soberania e Segurança das Nações quanto aos seus recursos energéticos;
- Um diário de eventos “chave” relacionados com a Defesa e Segurança Nacional dos países Lusófonos;
- Um espaço com uma completa de Biblioteca temática;
- Um sitio web para apresentação e utilização de papeis de artigos e ensaios.
Especificações Técnicas
O conteúdo geral apresentará:
- O sitio do projeto EGE com uma agenda de acontecimentos, livros, revistas e links;
- Papeis com ênfase no empírico e cruzamento de pesquisas nacionais. Edições de discussões temáticas em curso;
- Uso de uma plataforma para estudos/ pesquisa virtual de modo a ter dois cursos semestrais;
- Encontros, conferências e seminários para partilha de conhecimentos
Espera-se cobrir uma população de 600 militares, acadêmicos, responsáveis governamentais e interessados.
Estrutura de Direcção
Os membros de CEPEN concordaram que o EGE tivesse a seguinte estrutura organizacional:
- Um Presidente convidado que publicará no sitio um editorial duas vezes ao ano;
- Membros convidados que apresentarão em cada semestre um papel que cubra tópicos da sua especialidade profissional e pesquisa;
- Cada curso virtual estará sempre associado a uma Instituição parceira de ensino(ex:Universidades,Institutos e Centros). O parceiro organizará o fórum que dará ao curso o componente para monitorizar;
- EGE será completamente acompanhada pela Direção do CEPEN e avaliada por um conselho consultivo;
- O Secretariado do EGE fica alojado nas instalações do CEPEN, em Pedroso, Vila Nova de Gaia.
Nos seus primeiros dois anos espera - se que o EGE:
- Defina um discurso Lusófono;
- Tenha impacto perante decisores de políticas;
- Estabeleça a discussão sobre a Soberania e Segurança Nacional e sua sustentabilidade;
- Promova e publique Estudos nacionais cruzados;
- Organize as fontes para uso no estudo dos acadêmicos, políticos e membros das Instituições públicas.

