Ensino e Investigação
O PENSAMENTO GEOPOLÍTICO DO GENERAL MEIRA MATTOS
O General recomenda que as soluções dos problemas sejam apoiadas em “realidades geográficas”, as que inspiram os grandes estadistas “desde tempos imemoriais”. Segundo a perspectiva brasileira, geografia é destino. Para Meira Mattos, a Geopolítica é “uma indicação de soluções políticas condicionadas pelas realidades e necessidades geográficas”. É a aplicação da política no espaço geográfico. Em outro trecho ele escreve: “O território condiciona a vida de um estado e limita suas aspirações… A geografia condiciona, torna difícil, inspira, estimula e finalmente apresenta um desafio. Ela força um grupo humano a reagir às condições geográficas: o grupo reage e triunfa, ou não reage e é destruído. De grande importância, como o desenvolvimento nacional, a Geopolítica, se corretam.
O General Meira Mattos pode assim resumir setenta anos de diretrizes estratégicas emanadas da geopolítica brasileira: — “Interiorização, Integração Territorial, Fortalecimento da Presença Estratégica no Atlântico Sul, Desenvolvimento Econômico e Social (da mais alta prioridade porque é o suporte indispensável das três anteriores), Segurança Externa e Interna.” — “Vitalizar o potencial humano e geográfico do País, a fim de construir uma das nações mais prósperas e respeitadas do mundo” ente aplicada, é uma fonte de poder.
- Princípios da Teoria Geopolítica do Gen. Meira Mattos
Geopolítica é “uma indicação de soluções políticas condicionadas pelas realidades e necessidades geográficas”. É a aplicação da política no espaço geográfico. Em outro trecho ele escreve: “O território condiciona a vida de um estado e limita suas aspirações… A geografia condiciona, torna difícil, inspira, estimula e finalmente apresenta um desafio. Ela força um grupo humano a reagir às condições geográficas.
1. Função conceptual: Os fatores geográficos predominantes que atuam sobre a massa continental sul-americana são, fora de dúvida, os dois grandes oceanos que banham suas costas e a espinha dorsal andina alterando-se rumo norte-sul, mais encostada ao Pacífico e dividindo as terras em duas enormes vertentes. Leia mais …
2. Dinamismo territorial: Uma estratégia regional visando a proteger a soberania dos países amazônicos sobre esta área tão ambicionada internacionalmente, assegurar a preservação equilibrada de sua natureza e promover o seu progresso social e econômico, exigiria a conjunção das vontades e das ações dos países signatários obedientes a um bem concebido plano estratégico. Leia mais …
3. Potência mundial: Nossos governos, desde a República, produziram numerosa legislação e abundantes projetos, planos e programas de ação, gerais e setoriais, visando alcançar parte destas metas estratégicas, mas sua realização, a não ser com raríssimas exceções, tem ficado inacabadas ou foram abandonadas. Porque? Leia mais …
- Fronteiras do Brasil: O Atlântico Sul
O General Carlos Meira Mattos refere que o Atlântico a Sul é um espaço marítimo compreendido entre três frentes continentais, América, África e Antárctida; e três corredores, o do norte, constituído pela área Natal-Dacar e dois no sul, respectivamente entre a Antárctida e as frentes continentais americana-africana. A área sul atlântica ser um fantástico reservatório de minerais estratégicos e de petróleo, sem os quais os países do hemisfério e Atlântico a norte não podem viver, pelo que o Atlântico a sul deixou de considerar-se secundário.
1. A Fronteira Marítima: A fronteira, destacada ou não como característica essencial da Nação-Estado, sempre existe e é vital – é a linha ou faixa periférica que contorna o território, de cuja soberania o Estado não pode abdicar. Leia mais …
2. Valor Geoestratégico: Mais recentemente, a Convenção das Nações Unidas, firmada em 10 de dezembro de 1982, na Jamaica, regulou em suas 17 partes e 9 anexos, os direitos e deveres dos Estado no uso do mar e aproveitamento das águas marinhas. Leia mais …
3. Defesa do Atlantico sul: O Atlântico a Sul passou a ser percebido como “assunto prioritário para o Brasil” através do retorno à maritimidade como dominante do pensamento estratégico brasileiro. Leia mais …
- A Importância Geopolítica da Amazônia Brasileira
O General Carlos Meira Mattos escolheu esta citação para introduzir este importantíssimo tema: “A Amazônia não é um inferno verde nem um paraíso perdido! Mas, sim, uma vasta área onde toda uma geração espera ansiosa e confiante o esplendente alvorecer de um amanhã fecundo, diferente e promissor. É tempo, na verdade, de o homem comandar a vida na Amazônia, deixando de escravizar-se ao rio, como secularmente vem acontecendo. É tempo de findar aquela extrema anomalia, tão decantada no passado de que o homem, na selva, vivendo da exploração florestal, pelo isolamento insuperado, trabalha para escravizar-se. É tempo de mudarmos essa imagem. O que queremos é uma Amazônia integrada, mas para sempre brasileira.”
1. Abordagem ao tema: Meira Mattos identifica um “Problema Amazônico”, que é a cobiça da área, por parte de nações de fora ou organizações internacionais, em razão de sua esparsa população e inexplorada riqueza ecológica e mineral. Leia mais …
2. Organização do espaço amazônico: Os fatores geográficos predominantes que atuam sobre a massa continental sul-americana são, fora de dúvida, os dois grandes oceanos que banham suas costas e a espinha dorsal andina. Leia mais …
3. A presença das Forças Armadas: Por três vezes, no decorrer de nossa história, a região amazônica esteve envolvida em conflitos militares internacionais de maior monta. Leia mais …
4. Soberania ameaçada: Em 1948, vimos aprovada pela UNESCO, organismo da ONU, a criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica. Leia mais …
- O Brasil e sua Estratégia
O General Carlos Meira Mattos diz sobre o Brasil: Uma larga fachada oceânica no Atlântico e uma extensa fronteira terrestre com dez Estados vizinhos. Nosso espaço geográfico cobre, praticamente, a metade da América do Sul. Somos o 4º país do mundo em extensão territorial contínua. O 5º em população. Nossa Estratégia, se quisermos ser politicamente grandes, indica-nos a necessidade de explorar e de defender todas as perspectivas favoráveis que nos oferecem a testada marítima e de explorar e defender as potencialidades da imensa massa continental. Para alcançarmos, em termos expressivos, estas duas metas estratégicas básicas – a exploração intensiva de nosso potencial marítimo e de nosso potencial continental – é imprescindível termos como prioridade Política, um eficiente Plano de Desenvolvimento Econômico e Social.
1. Retrospectiva conceptual: – “Nas sociedades livres, abertas, predominam os instrumentos de persuasão, baseados na convicção, na participação espontânea, no sentimento de obrigação social e de cidadania”. Leia mais …
2. Postura no futuro: O território físico sempre teve grande influência sobre os destinos dos estados… Assim, por exemplo, nações dispondo de espaço compacto. Leia mais …
